quarta-feira, 29 de setembro de 2010

desenhos de uma manhã.

Era uma manhã clara, haviam poucas nuvens no céu, o telefone toca, como de costume ela estava dormindo, acorda assustada com a música do celular, olha ao redor antes de atender como quem procura primeiro saber onde está para depois atender qualquer chamado, ela atende, ele diz que já não sabe mais por onde pisar, o fardo da vida tem sido pesado demais, seus olhos já não conseguem olha adiante como antes, suas pernas já sentem o medo, paralisadas sem reação já não conseguem seguir, seus olhos tão distantes estão sempre esperando alguma coisa.
É notável o esforço que ele faz para continuar em frente, com a boca seca e uma vontade de correr, continua em frente, segue seu caminho e nunca olha para trás.
Aqui não. Ela disse, espere para jogar seu lixo em algum lugar mais apropriado, ele então voltou-se para um caminhos com pequenas pedrinhas e disse: Vamos por aqui.
Ela sorriu como se já tivesse andado muito por este caminho e soubesse onde seus passos iriam levá-la, ele olhou confuso, mais não perguntou que felicidade teria chegado a teus pensamentos, ele pensava em como dizer a ela algumas coisas que eram necessárias, ela pensava que tudo aquilo era fantástico, nunca havia visto um amor tão intenso, uma virtude tão bela e acima de tudo, era real, nenhuma fantasia ou sonho impossível.
A chuva começou a cair, os passos não aceleraram, os beijos vieram, as mãos se tocaram, e a água que caia não deixava nenhuma dúvida.
Sentaram, resolveram esperar a chuva passar, na chuva.
Ele disse, tudo que havia necessidade de ser dito, ela não encontrava o chão, ele apenas olhava para ela, já não via sorriso ou sinal de felicidade, espera por alguma reação? Ela disse. Espera que eu olhe a minha volta e consiga ver luz alem do teu caminho?
Ele já não pensava mais em deixa-la, talvez naquele momento ele tenha visto, era amor.

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